quinta-feira, 21 de março de 2013

EDUCAÇÃO DO CAMPO SE REÚNE EM ASSU/RN


Nesta quinta-feira, dia 21/03, a Educação do Campo – Saberes da Terra – se reuniu na cidade de Assu, na 11ª DIRED, com as técnicas Gesuíla e Magda da coordenação estadual.

Gesuíla e Magda - técnicas da coordenação estadual da Educação do Campo - Saberes da Terra
Presentes ao encontro, professores, coordenadores e representantes de movimentos sociais. A abertura foi feita pela diretora da 11ª DIRED – professora Livanete Barretos, que deu as boas-vindas, desejou um ótimo dia de trabalho e, em seguida, passou a palavra para as duas técnicas responsáveis pelo encontro.

Professora Livanete Barreto fazendo a abertura do encontro
A técnica Magda começou a sua apresentação falando sobre “A Construção de uma Política Pública da Educação do Campo”, elencando:

Técnica Magda
• Falta de uma política de transportes;
• O direito e a qualidade da Educação do Campo;
• Os movimentos sociais;
• Os princípios e a base legal do programa;
• As descriminações;
• A responsabilidade da escola pública.

Os professores interagiram procurando tirar suas principais dúvidas
Em seguida, foi aberta, pelos professores, uma discussão no viés das dúvidas que se apresentam no caminho de cada um, com relatos de cada situação enfrentada por eles, em seus assentamentos, na espinhosa caminhada de levar conhecimento e formar cidadãos de fato e de direito. Dentre os assuntos discutidos estão: 

• Adaptação das aulas de acordo com as necessidades dos alunos; 
• O calendário anual; 
• O planejamento – orientação e acompanhamento; 
• Os recursos pedagógicos como atrativo para cada realidade; 
• O perfil do aluno em cada assentamento; 
• A bolsa dos alunos; 
• Substituições; 
• Relatórios; 
• Os direitos. 

Por fim, foram repassadas e tiradas algumas dúvidas com relação aos incentivos aos professores: 

• Bolsa; 
• Ajuda deslocamento/formação; 
•  Ajuda deslocamento/acompanhamento do aluno; 
• A formação – pelo MEC – aos professores.

NOTA DA 12ª DIRED:
 
Professores da Educação do Campo pela circunscrição da 12ª DIRED (Antonia Farias e Elizângela Sales, tendo no centro a vice-diretora e coordenadora do programa, Helena Maia)
A vice-diretora da 12ª DIRED e coordenadora da Educação do Campo, Maria Helena Maia, acompanhou os professores Raimundo Antonio, Elizângela Sales e Antonia Farias, no encontro, como representantes das duas turmas (Flor do Cajueiro e Caju e Castanha) do município da Serra do Mel/RN. 



12ª DIRED REALIZA EVENTO SOBRE A SEMANA DA ÁGUA


A 12ª DIRED, através da técnica Fátima Azevedo, realizou, ontem, dia 20/03/13, no auditório da entidade, às 14h00min, um evento alusivo à Semana da Água, que contou com a participação da diretora da 12ª DIRED (Magali Delfino), duas vice-diretoras (Maria Augusta e Helena Maia), da coordenadora pedagógica da 12ª DIRED (Elma Cunha), de gestores das escolas estaduais de Mossoró e de técnicos da CAERN (Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte) nas duas palestras apresentadas.

Professora Elma Cunha e a técnica Fátima Azevedo
Técnica Fátima Azevedo
O evento começou com a coordenadora do evento, a técnica Fátima Azevedo, recepcionando os  presentes e apresentando os palestrantes da tarde.

A palestrante Roberta Borges de Medeiros Falcão
A primeira palestrante foi a mestra em Serviço Social e técnica da CAERN, Roberta Borges de Medeiros Falcão, que falou sobre: Água: importância e problemática.





































O segundo palestrante foi o técnico de engenharia, Jairo Diniz, que discorreu sobre: O Uso Racional da Água.

Técnico de engenharia Jairo Diniz




















Em seguida às palestras, a coordenadora pedagógica da 12ª DIRED, Elma Cunha, convocou os presentes a lerem a Declaração Universal dos Direitos da Água: 

Os gestores lendo os Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. 

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura e a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado no Art. 3º da Declaração dos Direitos do Homem. 

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. 

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. 

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. 

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. 

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. 

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

Por último, falou a professora Magali Delfino, que agradeceu aos palestrantes e solicitou aos senhores gestores empenho na divulgação e projetos sobre o que eles tinham acabado de assistir.

Magali Delfino e Elma Cunha
NOTA DA 12ª DIRED: 


A água é a substância fundamental para a ocorrência e manutenção da vida. De fato, mesmo com todo o aparato tecnológico disponível, ainda não fomos capazes de encontrar outro planeta que possua água em seus três estados clássicos da matéria: sólido, liquido e vapor. Nesse sentido, a Terra é um planeta único por reunir condições climáticas e geológicas em perfeito equilíbrio para a existência dessa maravilha denominada VIDA. 

Nosso planeta poderia muito bem ser chamado Água, ao invés de Terra, uma vez que 70% de nosso planeta é constituído de água. No entanto, embora cerca de 2/3 da superfície terrestre seja coberta de água, apenas 0.007% é própria ao consumo humano e uso em processos industriais, pois o restante se encontra forma de água salgada (97%) ou são inacessíveis por se encontrarem em geleiras (1.750%) e fontes subterrâneas (1.243%). 

Ou seja, água útil para uso humano e industrial é um recurso escasso e que, portanto, deve ser tratado com respeito e consciência por todos. Em verdade, um dos grandes desafios de nosso século é a garantia ao acesso a fontes de água próprias para o consumo humano e uso em processos industriais. Infelizmente, fontes de água doce superficiais (lagos, rios, etc) vêm sofrendo os efeitos do descompromisso ambiental, colocando em sério risco as reservas hídricas disponíveis em nosso planeta. 

O planeta Água tem sede. Justamente por sua enorme importância a Água tem o seu próprio dia! Claro, a preocupação com o uso sustentável da Água deve ser diária, no entanto, na intenção de se criar um momento de reflexão global, a ONU – Organização das Nações Unidas declarou o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água através da resolução A/RES/47/193 – 22/fev/1993. Em 22 de março de 1992 a ONU publicou um documento intitulado Declaração Universal dos Direitos da Água, onde podemos encontrar um conjunto de posturas e atitudes com relação ao uso sustentável da água. 

Ao todo são 10 artigos que, em princípio, devem ser tema de reflexão, discussão e análise nas mais diversas atividades dedicadas à celebração desse dia. O uso racional e sustentável de Água está longe de ser um fim a ser alcançado facilmente, mas sim um caminho a ser trilhado continuamente, dia a dia. Avaliando-se a cada passo dado a possibilidade de redução do Water footprint buscando novas alternativas para as atividades, tanto pessoais como industriais, que envolvem tão precioso elemento que é a Água. Recordando que a realidade hídrica varia de região para região, devemos focar nossa atenção à comparação do uso da Água com a realidade local e, assim, adotar políticas de uso da Água que se adequem a essa realidade. 

Como não poderia deixar de ser, umas das atitudes fundamentais é a atenção à Educação sobre o tema. Educar-se, e educar nossos futuros sucessores sobre os conceitos de Sustentabilidade Ambiental e relacioná-los com a Água e seu uso. Agindo assim não estaremos atuando só no presente, mas desenhando um futuro melhor e próspero em Água!