segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

12º ENCONTRO DA ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO DO CAMPO - SABERES DA TERRA - 24/01/15

Embora o tempo não faça uma parada para recomeçar zerando o relógio das coisas que já aconteceram – de bom e de ruim –, ele é mágico e nos passa essa impressão, a cada início de ano. É uma forma que ele encontra de nos rejuvenescer, nos motivar e nos mostrar o milagre que é acreditar que tudo vai mudar – e para melhor – em nossas vidas. 2015, primeira aula de Especialização em Educação do Campo – Saberes da Terra – em Pau dos Ferros/RN, sábado, dia 24/01, no Instituto Federal de Educação, de Ciências e Tecnologia do Rio Grande do Norte - IFRN.  O carro com os seus ocupantes cruzava vales e pequenas montanhas e levava, em amostras, o que a terra do município da Serra do Mel/RN oferece, como riqueza, para quem precisar dela sobreviver. Amostras essas que dariam direção ao Seminário sobre Economia Solidária. Às margens da estrada, o pequeno agricultor se levantava para mais um dia de labuta na aridez de seu roçado. O gado magro, já buscava, no pouco que a terra ainda pode lhe dar, o bocado para enganar a fome enquanto espera por pastos mais suculentos de relvas macias e apetitosas. Os outros animais faziam o mesmo. A mãe natureza, sabedora da falta de chuva que aplaca a região, castiga menos com o seu Sol e faz soprar uma leve brisa para amainar o calor que se faz sentir no semiárido potiguar da tromba do elefante. A água, bem precioso, é escassa. As cisternas ao lado das casinhas, à beira da estrada, esperam, pacientemente, que os céus mandem o néctar da vida, para poderem se encher de novas esperanças desses dias melhores. De outros municípios da região, outros ocupantes, que também vinham para o mesmo encontro, com certeza, estavam presenciando – por onde passavam – a mesma cena. Eles, assim como os ocupantes do carro que vinha da Serra do Mel/RN, levavam suas amostras para partilharem. Agregar conhecimento, valores e experiências, possibilita avanços na construção de um mundo melhor.


Já na cidade de Pau dos Ferros, todos os caminhos convergem para o IF. Como sempre acontece, a primeira parada é no refeitório da instituição, com a recepção de um café da manhã.


Em seguida, no pátio de entrada, debaixo de uma marquise de estrutura sólida, as barracas, para a Feira de Economia solidária, estavam sendo montadas. Cada município participante – e suas comunidades – estava ali para mostrar o que produzia e, com isso, promover uma rede de troca.



Depois de prontas (as barracas), abertas, pois a visitação dos outros municípios estampava o orgulho de suas localidades identificando-as através daquilo que produziam, em suas mais variadas formas de culturas.

Serra do Mel

Componentes:

Elisângela Sales
Luzia Isabela
Raimundo Antonio
Teresa Cristina

Produtos:

Mel
Castanha
Doce
Rapadura
Suco
Martins

Componentes:

Meire
Leidiane
Deta
Iraci

Produtos:

Frutas
Legumes
Cel. João Pessoa

Componentes:

Sendizângela
Nidza
Damiana
Joaquim Rêgo

Produtos:

Cana de Açúcar
Macaxeira
Caju
Milho
Manga
Almino Afonso
Janduís

Componentes:

Lázara
Martilene

Produtos:

Cocada
Tapioca doce
Bolo
Doce de leite
Biscoito
Queijo
Caraúbas

Componentes:

Agnaldo
Adriana
Francisco Pereira
Adjanete
Bárbara

Produtos:

Doce
Castanha
Mel
Bolo
Queijo
Banana
Artesanato
Limão
Portalegre - 1 

Componentes:

Suzy
Conceição
Janaina

Produtos:
Polpas
Doces
Cajus
Castanhas
Tapioca de forno
Portalegre - 2 

Componentes:

Cleide
Adriana
Delaine

Produtos:

Artesanato
Frutas
Bolinhos
Lambedores
Licores
Legumes
Cordéis
Rafael Fernandes

Componentes:

José Ari Maia Filho
Dalvani
Iliana

Produtos:

Apicultura
Artesanato
São Miguel

Componentes:

Cláudia
Josefa borges
Socorro rodrigues

Produtos:

Frutas
Animais
Legumes
Vegetais
Artesanato
Pau dos Ferros

Componentes:

Edna
Leilane
Rosali
Francisca
Aparecida
Vânia
Narla

Produtos:

Mel
Feijão
Acerola
Arroz
Sorgo
Água Nova

Componentes:

Daiane
Renata
Rosângela
Elizonete

Produtos:

Milho
Banana
Hortaliças
Mel
Laranja
São Francisco do Oeste

Componentes:

Antonio Viana
Meire
Telma
Welenglânia

Produtos:

Galinha caipira
Leite pasteurizado
Nata
Ameixa
Cheiro Verde
Cebola
Alface
Doce
Riacho de Santana

Componentes:

Graciane
Aurilécia
Cleonildo

Produtos:

Derivados de milho
A equipe de professores do Instituto visitou cada estande, ouviram seus conceitos e explicações e avaliaram a execução de cada uma delas, bem como, a representatividade dos produtos trazidos (tanto quantitativamente, de modo a favorecer uma boa troca entre as equipes, quanto simbolicamente, na medida em que deviam estar relacionadas à identidade do local de origem), sua organização e receptividade para com os outros municípios e suas localidades.












Após a visita, deu-se início à troca de produtos entre eles. Cada município realizava troca de acordo com as suas necessidades, efetivando assim um dos conceitos usados para esse tipo de economia: uma intenção de promover o desenvolvimento local através da cooperação visando a organização das economias locais, com o objetivo de fortalecer a comunidade envolvida na medida em que concede a mesma a possibilidade de desenvolver seus empreendimentos.

No segundo momento do dia, os professores e técnicos foram para as salas de aula e lá, com os textos de apoio, além de outros textos que cada grupo pôde recorrer – e também suas experiências – desenvolver o conceito de Economia solidária.

Abaixo, os textos disponibilizados pela equipe:

1.      Economia Solidária como Alternativa de Desenvolvimento Regional, de Daniela Freitas Chaves e Iléia Maria Jesus Pinto;

2.      Desenvolvimento Solidário: significado e Estratégia, de Paul Singer;

3.      A construção da Economia Solidária como alternativa ao Capitalismo, de Paul Singer.

Na apresentação, cada grupo elegeu um caso – dentro das características de EES (Empreendimentos de Economia Solidária) – para ser mais observado de modo mais analítico, analisando o seu funcionamento nas seguintes situações:

1.      Como esse empreendimento opera;
2.      Quais as suas dificuldades e o que as causa;
3.      Quais os frutos exitosos;
4.      O que os motivou, etc.

Na opção de que o caso de Economia Solidária inexista na comunidade, o grupo poderia levantar porquês e propor empreitadas viáveis para que isso realmente pudesse acontecer.

Por fim, cada grupo ilustrou a sua apresentação com um exemplo de sucesso (local, nacional ou internacional) de EES, analisando os fatores que favoreceram seu êxito e as dificuldades que foram superadas na esteira de sua consolidação e estabelecer um paralelo entre as duas realidades.


SALA EDSON FILHO

1.      LUIZ GOMES


Almoço...


2.      RIACHO DE SANTANA
 

 3.      PORTALEGRE – 1


4.      SERRA DO MEL



5.      PORTALEGRE – 2


No auditório da Instituição, três municípios trouxeram, de suas comunidades, apresentações culturais denominadas “Manifestações Culturais”:

1.      Água Nova: trouxe um grupo de jovens estudantes de seu município, que encenaram uma peça de teatro baseada no sono.





2.      Martins: trouxe um grupo de jovens estudantes de seu município, que encenaram uma peça de teatro falando dos aspectos étnicos de sua cidade.


3.      O Perímetro de Pau dos Ferros: trouxe um repentista e cantador de viola, que descreveu, em versos, o que era seca, fome, além de introduzir um conceito de economia solidária na sua visão de poeta.


Um dia rico em conhecimentos, trocas de experiências, discussões profícuas, onde a realidade de cada município participante dos Saberes da Terra vai sendo mapeada e colocada como exemplo, encetando novos caminhos para que a mudança em suas comunidades seja implantada e traga, com isso, novas perspectivas de uma construção voltada para o fortalecimento de sua população. 


No lanche da tarde, antes da volta, carregados de novos produtos, os professores estavam felizes com os rumos que estavam sendo plantados em cada região por onde eles estavam socializando seus conhecimentos e instigando a promover o desenvolvimento de forma sustentável, participativa e adequada as suas realidades socioeconômicas e culturais.  







sábado, 17 de janeiro de 2015

EX-ALUNA DO CEESLAUVA É APROVADA EM FILOSOFIA - UERN

ROSIMEIRE MONTEIRO DE OLIVEIRA (pessoa com deficiência visual) foi aprovada no curso de Filosofia da UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte).


O Centro de Educação Especial profª Maria Lauretânia foi a instituição que a descobriu, através das tardes de convivência, e a trouxe de volta à escola, dando todo apoio.



Depois do Centro, ela foi para Escola Estadual Cônego Ismar, onde concluiu o Ensino Médio. Foi o seu primeiro vestibular. Ela frequenta o CADV (Centro de Apoio aos Deficientes Visuais) de Mossoró.


Perguntada sobre esta conquista, ela disse que: “está muito feliz com a sua aprovação e que fará de tudo para ser uma grande filósofa”.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL!


Natal...

É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações. É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.

É tempo de, mais do que sonharmos com um futuro melhor, realizarmos nossas práticas de um mundo melhor onde cada um de nós esteja consciente do papel que exercemos para que essa sociedade, de fato, esteja voltada para o bem comum.

É um dia festivo e esperamos que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração. Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.